domingo, 31 de julho de 2011

A Rosa Púrpura


Amigos, juntem-se a mim no êxtase da comtemplação desta rosa púrpura que roubei do jardim do José Santos, espero que ele me perdoe o pecado cometido.

Fonte : Greenman

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nova surpresa no jardim, a flor borboleta







Quem disse que toda borboleta vira lagarta? Não vira não. Esta que estão vendo aí acima não vira porque é uma linda flor que a natureza resolveu criar para brincar um pouco fazendo coisas exóticas e estranhas mas de qualquer forma muito belas.

Classificação
Nome científico: Clerodendrum myricoides
Nome popular: Flor- Borboleta
Família: Verbenaceae
Origem: Africa

Modo de Cultivo

Arbusto de textura semi-herbácea, ereto, ramificado, de folhas e flores ornamentais.
Inflorescências curtas, com flores azuis e formato que lembra a uma borboleta.
Apropriado para plantios isolados, a pleno sol. É sensível a geadas, sendo mais indicada para regiões tropicais e subtropicais. Multiplica-se facilmente por estacas e sementes.
Aprecia sol,solo fértil bem drenado rico em matéria  orgânica

Na cova de plantio colocar adubo animal de gado ou aves bem curtido, misturado a composto orgânico e acrescentar 100 gramas de adubo granulado tipo NPK formulação 10-10-10, misturando tudo antes de colocar o torrão.

Preencher a lateral com mais composto e apertar ao redor da muda, regando a seguir.
Manter as regas diárias por pelo menos uma semana se não houver chuvas, depois espaçar.
No verão deve-se regar mais seguido, pois é sensível à falta de água.

Tem um formato irregular e pode crescer além do esperado, mas a solução é podar a planta pelo menos duas vezes ao ano para controlar sua dimensão.
Quando realizar a poda também adubar a muda com composto orgânico e adubo animal em partes iguais regando a seguir.


Como fazer mudas?


Para fazer a propagação de mudas pode-se usar as sementes, não muito usada ou estacas de ramos.

As estacas enraizam com facilidade, bastando cortar um ramo e dividi-lo em pedaços de 15 a 20 cm de comprimento, com pelo menos duas gemas, deixando algumas folhas. Enterrar em areia ou casca de arroz carbonizada, mantendo este substrato úmido até o enraizamento.

Transplantar para sacos ou baldes plásticos até a muda atingir pelo menos 0,30 m, quando então poderá ser levada ao canteiro.



Fontes: fazfácil.net, google images

Para refletir nos refúgios dos jardins : As flores são a iluminação das plantas


  Samambaia, provavelmente Dicksonia antarctica
"Fern02". Licenciado sob GFDL 1.2, via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fern02.jpg#mediaviewer/File:Fern02.jpg

 Sacred lotus Nelumbo nucifera.jpg
Autor: T.Voekler
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sacred_lotus_Nelumbo_nucifera.jpg

EVOCAÇÃO
Terra, 114 milhões de anos atrás, de manhã, logo após o nascer do sol: a primeira flor que aparece no planeta abre-se para receber os raios solares.


Antes desse formidável acontecimento, que representa uma transformação evolucionária na vida das plantas, o globo já estivera coberto de vegetação por milhões de anos. A primeira flor provavelmente não durou muito tempo.


As flores devem ter permanecido como um fenômeno raro e isolado porque talvez as condições ainda não fossem favoráveis à plena ocorrência do florescimento. Um dia, porém, um limite crítico foi alcançado e, de repente, deve ter se dado uma explosão de cores e perfumes por toda a Terra - isso é o que uma consciência observadora teria visto se estivesse presente.

Muito tempo depois, esses seres delicados e fragrantes que chamamos de flores viriam a desempenhar um papel essencial na evolução da consciência de outras espécies. Cada vez mais, os seres humanos seriam atraídos e se sentiriam fascinados por eles.


É provável que as flores tenham sido a primeira coisa que a consciência da espécie humana começou a valorizar enquanto se
desenvolvia, mesmo que elas não tivessem um propósito utilitário imediato, isto é, que não estivessem vinculadas de alguma maneira à sobrevivência.


No decorrer dos tempos, as flores foram a fonte de inspiração de incontáveis artistas, poetas e místicos. Jesus pede-nos que as contemplemos e que aprendamos com elas sobre como viver.

Diz-se que, em determinada ocasião, Buda teria proferido um "sermão silencioso" enquanto segurava uma flor e a apreciava. Após algum tempo, um monge chamado Mahakasyapa começou
a sorrir diante dos presentes. Ele teria sido o único a entender o sermão.


De acordo com a lenda, aquele sorriso (isto é, a compreensão) foi transmitido às gerações seguintes por 28 mestres sucessivamente e, muito tempo depois, tornou-se a origem do zen.

Contemplar a beleza de uma flor poderia despertar os seres humanos, ainda que por um breve momento, para a beleza que constitui uma parte essencial do seu próprio ser mais profundo, sua verdadeira natureza.


O início do reconhecimento da beleza foi um dos acontecimentos mais significativos na evolução da consciência da nossa espécie. Os sentimentos de alegria e amor estão ligados de modo intrínseco a isso. Sem que percebêssemos inteiramente, as flores tornaram-se uma expressão em termos de forma daquilo que é mais elevado, mais sagrado e, em última análise, informe, dentrode nós.

Mais efêmeras, mais etéreas e mais delicadas do que as plantas das
quais se originam, elas são como mensageiras de outra esfera, uma espécie de ponte entre o mundo das formas materiais e o informe. 


Elas não só exalam um perfume suave e agradável aos seres humanos como emanam a fragrância da esfera espiritual. Se usássemos a palavra "iluminação" num sentido mais
amplo do que o convencionalmente aceito, poderíamos considerá-las a iluminação das plantas.


Fonte: O Despertar de uma Nova Consciência,  p. 9 e 10 (Eckhart Tolle)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Quinta das Lágrimas (Coimbra - Portugal)




Moderno anfiteatro construido no monte Camôes


Fonte das Lágrimas

Prédio antigo da Quinta, transformado em hotel



Túmulo de Inês de Castro
Túmulo de D. Pedro I

Convento de Alcobaça onde estão os túmulos de D. Pedro I rei de Portugal e Dona Inês de Castro a que foi coroada depois de morta.

Resolvi colocar neste blog esta quinta mais pela reminiscência romântica do casal Pedro e Inês que pela existência de jardins floridos no local. Esta quinta, um pouco menos cuidada do que deveria ser, dada a relevância de sua história, tem belezas naturais, embora com um toque melancólico,  que vale a pena registrar.

A Quinta das Lágrimas deve o seu nome às desventuras do romance entre a dama Inês de Castro e o príncipe D. Pedro. A romântica tragédia coloca neste local a morte da bela Inês.


A Fonte dos Amores já aparece documentada pouco depois da morte de Inês de Castro, e integra-se hoje num parque de árvores centenárias, ruínas medievais e neo-góticas, tanques e regatos.
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  A Quinta das Lágrimas é uma quinta situada na margem esquerda do Mondego, na freguesia de Santa Clara, em Coimbra, Portugal. A quinta ocupa uma área de 18,3 hectares, ao redor de um palácio do século XIX dedicado actualmente a hotelaria de luxo.


Breve relato dos amores de Pedro e Inês


Fonte: http://lindainesdecastro.blogspot.com/2010/03/tradicao-e-literatura-associam.html
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/professorjoao/
http://www.googleimages.com

quarta-feira, 27 de julho de 2011

As lindas Columeas

Columnea Gloriosa

columnea crassifolia

 Columneia Gloriosa, planta epífita (no habitat natural fixa-se a outro vegetal,um tronco de árvore, por exemplo, mas não é parasita)Tende a tornar-se pendente, podendo atingir 90 cm. de comprimento. É da família das Gesneriáceas, originária da Costa Rica.


Columneia Peixinho da cor vermelha
Columneia mármore ( Aeschynanthus Marmoratus)
Columneia peixinho cor laranja





A Columéia-Peixinho, também conhecida por Lambari-de-folha pertence a família das Gesneriaceae. Trata-se de uma planta perene, originária do Brasil. Por ser um exemplar epífita, pode ser cultivada sobre árvores, mas sua beleza é destacada quando cultivada em conjuntos de três plantas por vaso de 25 cm de diâmetro. 

Ela possui flores alaranjadas que se assemelham muito com o peixinho Plati (daí o nome popular), pela sua dilatação e cor. A sua folhagem também é muito ornamental. Suas folhas são verde-escuras brilhantes, formando um maravilhoso arranjo de cerca de 30 cm de altura em média. 

Seu cultivo deve ser a meia-sombra, em substrato rico em matéria orgânica e bem drenado. As regas devem ser regulares e sua multiplicação se dá por estaquia. 
    
Seus rizomas têm grande capacidade de exploração do substrato, formando densa touceira com muitos ramos.
As folhas são simples, opostas nas hastes, ovais acuminadas e de consistência serosa. 
Reúnem as flores nas pontas das hastes e o florescimento ocorre a partir do final da primavera até o final do verão.

Pode ser cultivada no país todo, mas nos Estados de invernos muito frios deixar em cultivo protegido do outono até a primavera.




Cultiva-se esta planta em vasos e jardineiras para ornamentação como planta pendente.
Podemos usar meio vasos com boa capacidade para receber pelo menos uns 2 kg de substrato, não plantar em vasos muito pequenos.
É necessária a prévia vedação das paredes internas do recipiente com impermeabilizante asfáltico, que pode ser adquirido em lojas de materiais de construção civil. 

Deixar secar vários dias antes de plantar.
Proteger o fundo da jardineira com geomanta ou brita de granulometria média. Por cima colocar areia úmida.
Misturar em um balde composto orgânico e adubo NPK formulação 4-14-8, cerca de 100 gramas para cada 2 kg de terra.
Para vasos que permanecem no exterior podemos também acrescentar adubo animal de curral, cerca de 200 gramas incorporando à mistura. 

Para ornamentação em interiores não recomendo colocar adubo animal, devido à emissão de odores..
Colocar a mistura na jardineira e plantar os rizomas ou mudas entouceiradas, preenchendo as laterais do vaso com o restante para completar, apertando de leve para fixar a muda. Regar a seguir.
No inverno colocar 1 colher de sopa de adubo granulado NPK formulação 4-14-8 em uma garrafa PET de 2 litros, colocar água e agitar para dissolução. Preencher com mais água.
Retirar 2 copos da mistura e colocar no substrato do vaso, que já deverá estar levemente úmido.



flor batom - Aeschynanthus pulcher
Aeschynanthus Pulcher (flor batom)

Paisagismo e uso decorativo:

Esta planta é muito ornamental, mesmo sem flores.
Pode servir para decorar ambientes interiores com boa luminosidade.
Para quem aprecia suas flores vermelhas, mas não dispõe de ambiente muito iluminado recomendo seu cultivo em áreas externas até o início de sua floração.
Trazer para dentro de casa, deixar uma semana e levar novamente para ambiente externo para recuperação.


Classificação Científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Gesneriaceae
Género: Columnea
  •  Espécies
  • Columnea anisophylla
  • Columnea crassifolia
  • Columnea flexiflora
  • Columnea glabra
  • Columnea lepidocaul
  •  Columnea magnifica
  • Columnea microcalyx
  • Columnorientandina
  • Columnea tuerckheimii
Fontes: wikipédia, google images, Faz fácil, o site que ensina a fazer.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Orto Botanico di Firenzi (Jardim Botânico de Florença - Itália)



Arquivo: Orto Botanico di Firenze - view.jpg geral
Autor da foto: Daderot.

Arquivo: Orto Botanico di Firenze - fountain.JPG
Autor da foto: Daderot



Foto de Robert Still









Coleção de azalea do orto











Arquivo: Agnolo Bronzino - Cosimo I de 'Medici na armadura - Google Art Project.jpg

Autor: BGE-kXm-dl89lg no Instituto Cultural do Google

O Orto Botanico di Firenze (2,3 hectares), também conhecido como o Giardino dei Semplici, o "Jardim do simples",  é um jardim botânico mantido pela Universidade de Florença .  Uma taxa de admissão é cobrada.
 
O jardim foi criado em 01 de dezembro de 1545, por Cosimo I de 'Medici, Grão-Duque da Toscana , e é a terceira mais antiga da Europa, atrás do Orto Botanico di Pisa e o Orto Botanico di Padova .  Ele foi o primeiro orto projetado pelo paisagista Niccolò Pericoli dentre  um sistema de jardins botânicos e plantações escolhido por Luca Ghini , e ganhou destaque em Cosimo III , com Pier Antonio Micheli como seu diretor.  Como era típico dos primeiros jardins botânicos europeus, seu interesse principal era em plantas medicinais.

No entanto, como em 1753 a Botanica Società foi formada, o foco do jardim virou-se para "a agricultura experimental" e seu layout foi revisto em conformidade.  O jardim foi aberto ao público em meados do século 19, na mesma época que as suas casas de vidro (1.694 m²) (estufas) foram construídas.

Atualmente o Orto Botanico di Firenzi possui uma bela e extensa coleção de azaléas.
  
 Hoje, o jardim contém cerca de 9.000 espécimes de plantas dispostas em um espaço de aproximadamente 2 hectares cercado por muros, atravessado por uma grade de passarelas, e com uma fonte central.. Algumas árvores são muito antigas, incluindo um Taxus baccata (1720) e Quercus suber (1805).    

Espécies da coleção:

Acer negundo , Aesculus hippocastanum , Alnus cordata , Araucaria imbricata , Arbutus × andrachnoides , Archontophoenix cunninghamii , Calocedrus decurrens , Cedrus atlantica , Cedrus deodara , Cedrus libani , Celtis occidentalis , Ceratozamia mexicana , Cupressus funebris , Cupressus goveniana , Cupressus sempervirens , Cupressus torulosa , Cycas revoluta , Cydonia oblonga , Digitalis lanata , Digitalis purpurea , Dionaea muscipula , Dioon edule , Dioon purpusii , Diospyros lotus , Encephalartos caffer , Encephalartos ferox , Encephalartos horridus , Encephalartos munchii , Encephalartos natalensis , Encephalartos trispinosus , Erithea armata , Fagus sylvatica , Fagus sylvatica pendula , Fraxinus excelsior , Ginkgo biloba , Juglans nigra , Lagerstroemia indica , Liriodendron tulipifera , Magnolia grandiflora , Melissa officinalis , Metasequoia glyptostroboides , Ostrya carpinifolia , Pinus halepensis sbsp brutia , Pinus nigra sbsp laricio , Pinus wallichiana , Pistacia chinensis , Pistacia terebinthus , Platanus spp. , Pterocarya stenoptera , Quercus cerris , Quercus ilex , Quercus lusitanica , Quercus macrolepsis , Quercus robur , Sequoia sempervirens , Sophora japonica , Taxodium distichum , Taxodium mucronatum , Tilia platiphyllos , Torreya californica , Torreya nucifera , Torreya nucifera , Trachycarpus fortunei , Washingtonia filifera , Yucca australis , Zelkova carpinifolia , Zelkova crenata , Zelkova serrata.

Alsóbia Cygnet e Alsóbia Dianthiflora

A. Cygnet

A. Cygnet


Reino : Plantae
Divisão  :  Magnoliophyta
Classe : Magnoiopsida
Ordem : Lamiale
Família : Gesneriaceae
Gênero: Alsóbia
Espécie: Cygnet

A.  Dianthiflora

 Alsobia Dianthiflora
A. Dianthiflora
A. Dianthiflora

A. Dianthiflora
Alsobia é um género botânico pertencente à família Gesneriaceae, nativo da Costa Rica, Guatemala e México.

Fontes : Buderimgardenclub.com
            Webshots american greetings
             Google Images

sábado, 23 de julho de 2011

Nossos amigos são os jardineiros de nossas almas



...Às pessoas que nos fazem felizes; elas são os encantadores jardineiros que tornam  floridas as nossas almas."
(Marcel Proust)              

O que está no início ? O Jardim ou o Jardineiro ?

Arte realista de Robert Duncan



 
Mas por onde começar? “O que está no início, o jardim ou o jardineiro?”, pergunta Rubem Alves (Folha de São Paulo, p.3, 27 maio 1998). E ele mesmo responde:
É o segundo. Havendo um jardineiro, cedo ou tarde, um jardim aparecerá.
Mas um jardim sem jardineiro, cedo ou tarde, desaparecerá. O que é um jardim? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro.
Autor: Rubem Alves
Fonte : Mural de Andréa Lopes no facebook